25.10.06

A PAULADA

A coberto do anonimato, um Blog lançou a confusão acusando Miguel Sousa Tavares de plágio no seu livro "Equador". Os mais atentos conseguem fácilmente contrariar essa teoria demagoga e sem rosto.
Quem ao longo dos anos seguiu mínimamente os escritos e os pensamentos do MST, vê logo que tal acusação só pode ser falsa. Tipo vingança dele ter ficado no Expresso e não ter ido para o Sol, ou por ser do FCPorto.
É que não bate certo, o Miguel nunca poderia plagiar nada nem ninguém porque tem sabedoria e criatividade no sangue. Porque tem a quem sair.
Dá-lhes com força, Miguel.

23.10.06

A EUFORIA

Encontrei-o no fim-de-semana, com o saco dos jornais na mão, completamente eufórico.
Inquirido sobre o motivo desse estado de espírito, abriu o saco e começou-me a mostrar, não os tradicionais semanários ou os respectivos cadernos, mas sim revistas da socialite, vulgo imprensa cor de rosa: numa, o brasileiro das telenovelas António Fagundes mostrava a sua namorada 29 anos mais nova; noutra, a famosíssima actriz italiana Gina Lollobrigida apresentava o seu namorado 34 anos mais novo e noutra, o conhecidíssimo Nicolau Breyner dizia quanto apaixonado estava pela sua namorada 28 anos mais nova.
E então? Porquê tanta euforia? Coisas normais, dos tempos actuais, comentei eu.
Pois é, respondeu-me ele, passando a mão pelo seu cabelo agrisalhado.

É que isto está-se a tornar moda e deve ser como as estatísticas off-record do tráfego de estupefacientes: por cada 3 casos públicitados há 300 escondidos e outros 300 em preparação.
E eu tenho cá uma fezada....concluíu ele.

22.10.06

A FACADA

Há coisas, na vida, que aprendemos e que nos servem de lição para o futuro.
Como a deste personagem, que foi imposto como nº 2 de uma lista do PS/Lisboa e que ninguém conhecia de lado nenhum, que veio agora, públicamente
dar uma facada nos seus pares e, principalmente, a quem o convidou para integrar a lista nesse lugar. Ao menos que criticasse no local certo, que ninguém, certamente, lhe levaria a mal.
Sim, porque um cabeça-de-lista tem todo o direito de impôr alguns nomes para a equipe que vai supostamente liderar, mesmo a contra-gosto da estrutura partidária, mas cada vez mais se constata que essas equipes têm que ser coesas e convergentes.

Por isso se diz que a política é feita para e pelos amigos. E se vê, também, que na política não há amigos.
Ó homem, demita-se...!