Por causa da inabilidade deste Secretário de Estado, fartei-me de rir com o LNT do Tugir. Talvez no fundo, o governante possa ter tentado dizer que há largos meses que andamos a constatar que os TV plasmas, os PCs e os portáteis, os DVDs, os micro-ondas, tudo o que seja para usar consumindo electricidade, se vende como o pão quente. Os desenvolvimentos multimedia e tecnológicos e os novos agregados familiares levam a que muitos e muitos (muitíssimos) lares possuam duas Televisões sintonizadas em diferentes canais. E muitos outros também com computador(es). Quantas vezes tudo ligado e a consumir em simultâneo.Se os indicadores do consumo (aquisição) de bens são bons, indicando também que a retoma económica está chegando, então o que o governante queria dizer é que quem consome (energia) tem que pagar. E que a energia não cai do céu, tem que ser adquirida. E se há correcções a fazer ao preço, será o consumidor a pagar.Contudo, estas coisas podem-se pensar mas não se devem dizer. Mesmo por um cidadão comum como eu, quanto mais por pessoas com responsabilidades governativas. Tem que se ser mais polido e políticamente correcto no uso das palavras. Ah...já agora, o Ministro da Economia anunciou que o aumento do custo energético em 2007 vai ser sómente de 6 %. Tem que se agradecer à Entidade Reguladora ter vindo dizer que seria de 15,7 %, pois com esta correcção ficámos tão aliviados que até parece que nem se vai dar pelo aumento. Esta foi de mestre.
4 X € 60,00 = € 240,00
Nos últimos 3 dias deu brado em toda a comuniação social a ocupação do Teatro Rivoli, no Porto, como protesto contra as intenções (ou já decisão) do Presidente da Câmara, Rui Rio, em entregar a exploração daquele espaço cultural a entidades privadas. De cá, da capital, houve solidariedade para com a razão que se presume que lhes assiste.Embora o meio usado não tenha sido o mais apropriado, legitimando a acção que lhe pôs termo, importa aqui chamar a atenção dos "ocupas" que esses e outros alertas deveriam ter sido feitos, há cerca de um ano, aquando da campanha eleitoral autárquica. Aí sim, era nessa altura que deveriam ter feito "agitação" para que os eleitores do município portuense se apercebessem do que poderia acontecer. Ou será que nessa altura Rui Rio ainda estava nas boas graças daqueles que, agora, se sentem prejudicados?
Hoje almoçei com os 3 amigos. Não andámos juntos na escola nem na tropa. Mas consideramo-nos amigos. De vez em quando lá nos reunimos no Amoreiras, tipo assembleia geral, para falar de tudo um pouco. Surge sempre um tema central que mobiliza grande parte do almoço. O de hoje foi o contorcionismo e as dores que aquilo faz nas costas. E o respectivo remédio para essas terríveis dores, que atacam principalmente a espinha. Mesmo a de quem acha que tem uma rija.Sugeriu-se o Reumon-Gel e, não sei porquê, veio à baila um incrível mas aliviador Prozac. E, pasme-se, até se equacionou se estes faziam efeito nas micoses. Saímos de lá todos sorridentes, mas não alegres, porque a tarde ainda ia ser de trabalho.Agora que já é de noite, lembrei-me das conversas do almoço e de como é bom ter amigos. Daqueles que, por vezes, até divergem das nossas ideias e que também, com ou sem esforço, conseguem perdoar eventuais ofensas. Amigos...e camaradas.
Ao ler hoje a justificação do Presidente em exercício da Câmara Municipal de Montemor-o-Novo para a cedência de 1 autocarro do Município, para uma qualquer Comissão de Utentes se deslocar não intreressa onde para fazer não interessa o quê, fiquei esclarecidíssimo.
É que dizer "que o pedido foi feito por escrito" e que "a câmara não se imiscui nas actividades das associações do Concelho" demonstra uma gritante falta de rigôr na administração da coisa pública. Mas é "gerindo" desta maneira, como também já se constatou noutros casos, que se conquistam os municípes e se ganham eleições.
Neste caso concreto, conclui-se que basta enviar-lhe um mail em nome da "Comissão de Utentes Anti-Lagartagem" a solicitar 1 autocarro para uma romagem à 2ª circular (eles dum lado, na catedral e elas do outro, a olhar para as montras) e será logo deferido em termos, pois "é só o custo do gasóleo".
Ou então a "Comissão de Utentes da Meia Laranja" lá do sítio escreve a solicitar 1 autocarro para uma visita de interesse fraterno, económico e social ao Casal Ventoso e será deferido em termos, pois "é só o gasóleo".
Com Presidentes de Câmara como este (e deve haver muitos) não chega uma nova lei das Finanças Locais.
É preciso ir mais longe, muito mais longe, para se acabar com este "folclore".