16.7.09

FRAquê?

Pedro Santana Lopes, que encabeça a coligação de direita (PSD + CDS + PPM + MPT) às eleições de Outubro para a CML :



É isso mesmo que pensas, ó Pedro?

15.7.09

O ACORDO

A vontade pairava no ar e após o apelo de Manuel Alegre à convergência de forças de esquerda para derrotar a coligação de direita liderada por Santana Lopes, só faltava mesmo o anúncio que hoje à tarde foi feito por António Costa.
Se António Costa o desejava políticamente, Helena Roseta deveria também suspirar por ele, pelo menos por 2 motivos: os custos financeiros que acarretarão uma campanha tão árdua como a das Autárquicas e também o ruído que ela poderia fazer só caber nas 2 primeiras semanas de Outubro, pois em Agosto virão as férias e, no regresso e até 27 de Setembro, as Legislativas abafarão tudo e todos, com Sócrates e Manuela Ferreira Leite a não dar espaço nem visibilidade a campanhas locais autárquicas.
Foi, por isso, um bom acordo, pois parece agradar a ambas as partes. Mas resta ver a sua aplicabilidade no terreno.
Depois dos entendimentos formais com o Movimento de Sá Fernandes e com o Movimento de Helena Roseta, falta só a António Costa formalizar com a CLAAC de Rui Vieira Nery.
Lisboa merece e Lisboa precisa.


14.7.09

"GRIPE A"

Na sessão de hoje da Assembleia Municipal, o lider da bancada do PPD/PSD afinou pela tónica dos últimos meses: ataque cerrado a António Costa e a tentativa de denegrir e minimizar a obra que ele e a sua equipa estão a fazer (e bem) pela cidade, obrigando a Vereação e a bancada do PS, liderada por Miguel Coelho, a elevar o nível das respostas.
Discursava então Saldanha Serra "por isto e por aquilo" e chega o momento de dizer que a Câmara não estava a fazer nada no que dizia respeito à Gripe A (H1N1). E não só disse como repetiu, com o ar solene e acusador de quem apanhou alguém em falta. Pensava(m) ele(s) que tinha(m) descoberto uma enorme brecha no trabalho da Vereação.
O problema, depois, foi a resposta dada pelo Vereador Manuel Brito: o que acabava de ser afirmado não corrrespondia à verdade e teria bastado aos Deputados Municipais do PPD/PSD terem falado com os Vereadores do PPD/PSD, tipo conversas em família, para que ficassem informados: já tinha sido aprovado por unanimidade, na última reunião de Câmara, o Plano de Combate e Pervenção à "Gripe A" que há cerca de 1 mês tinha começado a ser preparado e que se espera ser eficaz na prevenção da pandemia que, sem quaisquer dúvidas, também chegará a Lisboa a partir de Outubro.
Foi mais uma (das muitas que têm havido) oportunidade para o executivo camarário liderado por António Costa explicar detalhadamente uma acção que, discreta mas eficazmente, tem preparado nos gabinetes.
Quanto ao lider municipal do PPD/PSD, e apesar de tentar convencer o plenário, numa 2ª intervenção, que não estava a fazer da "Gripe A" uma caso de guerra política, acabou por meter a viola no saco e até por reconhecer como positivo o trabalho feito pela Vereação.
Como diz o povo: saiu-lhes o tiro pela colatra.

13.7.09

ANTÓNIO COSTA PRESIDENTE

Foi no Jardim de São Pedro de Alcântara (aquele que a actual Vereação liderada pelo PS reabriu após ter estado anos encerrado e entaipado, aguardando o fim da obras por falta de pagamento da Vereação PPD/PSD ao empreiteiro) que António Costa anunciou formalmente a sua recandidatura à Câmara Municipal.
A parte do jardim que foi reservada para este evento estava repleta, não só de dirigentes e militantes do PS, mas também de muitos convidados e de público anónimo.
Foi um discurso esclarecedor e incisivo, aquele que António Costa iniciou poucos minutos antes das 20.00hrs, agradecendo a colaboração prestada na Vereação a Sá Fernandes (com quem já estabeleceu acordo pré-eleitoral) e a Helena Rosta e Manuela Júdice (talvez um piscar de olho para um possível acordo).
O discurso que António Costa proferiu perante José Sócrates e Carlos do Carmo pode ser lido no site da candidatura, com especial ênfase para cumprimentos do que havia prometido para estes dois anos de mandato intercalar (arrumámos a casa, pusemos a Câmara a funcionar e preparámos o futuro. Pode não encher o olho, mas é o trabalho de formiguinha que constrói alicerces) e para as comparações com que mimoseou Santana Lopes:
"Os lisboetas vão escolher entre quem arrumou a casa e quem a desarrumou. É uma escolha entre a política ao serviço dos cidadãos e a mera política-espectáculo, entre o rigor e a trapalhada, entre a competência e a aparência».

12.7.09

ENTREVISTA

Com a frontalidade que se lhe reconhece, António Costa dá uma excelente entrevista ao "i".
Para ler, calmamente, no fim-de-semana e meditar no porquê de algumas atitudes frontais e fracturantes do Presidente da Câmara:
Mas há uma coisa que as pessoas têm que perceber: não é pelo facto das pessoas serem do mesmo partido que devem subordinar a uma lógica partidária aquilo que são as funções que exercem. Não é pelo facto de eu ser socialista, de ter sido membro deste governo, de ser apoiante e amigo do primeiro-ministro que vou deixar de defender os interesses da cidade de Lisboa quando entendo que esses interesses estão em causa.

11.7.09

DÊ-SE TEMPO AO TEMPO

Tome-se como hipotético ponto de partida que não mantinha nenhuma consideração especial pelo Sr. Ministro. Não importa a existência de motivo…
Depois do gesto que o condenou, não teria qualquer razão para alterar o meu ponto de partida. Manteria a mesma visão apreciativa.
Haveria, contudo, uma diferença: a da solidariedade que se deve a quem soçobrou perante o martelo pilão que o adversário usa com a sabedoria do treino e a volúpia da vitória. Não importa a verdade do que use; o que importa é esmagar!
Assim é. É para isso que a máquina está preparada.
Por isso o meu aceno a quem parte, agora que já sabe ter sido, também, mas não principalmente, vítima de si mesmo.
E do outro lado, que sobra? Pouco mais do que nada, a saber: o inchaço de um ego que se apraz na vitória a qualquer custo pela importância que supõe que ela lhe conquista ou lhe concede.
Há quem julgue que chega.
Mas, não, não chega mesmo. É necessário juntar ao mero argumento inteligente a honestidade intelectual.
E não; não se torna uma mentira repetida muitas vezes numa verdade.
Dê-se tempo ao tempo… (que já começou)

José Manuel Tavares de Moura