18.10.08

PARIS

Conheço-a superficialmente, como qualquer turista. Das vezes que lá estive adorei tudo e mantenho a vontade de lá regressar qualquer dia, numas mini-férias. A cidade-luz!
Hoje fiquei a conhecer uma outra visão de Paris, dos parisienses e do que gira à sua volta. Bom filme, este que fui ver na matiné das salas do El Corte Inglês, enquanto cá fora chovia a potes e partes de Lisboa ficavam inundadas.
Um tema central incómodo com várias estórias encadeadas. Excelentes interpretações, com destaque para uma Juliette Binoche de encher a tela. A música é agradável e soube bem voltar a ouvir um filme em francês. Valeu o preço do bilhete.

CONDECORAÇÃO

Ontem foi dia de receber um distinção muito honrosa do clube da minha terra, o Paço de Arcos, clube eclético e famoso, principalmente no Hóquei em Patins.
Completei tantos anos de sócio como os que tenho de idade, pois lá em casa mal acabávamos de nascer éramos logo inscritos na C.D.P.A. e de seguida no Belenenses, que era para podermos aprender logo de pequeninos a sofrer e a defender causas e valores minoritários.
Cerimónia solene, repleta de sócios e amigos e de representates do poder local (político, autárquico, religioso, militar, cultural e social) e que serviu também para eu poder ver e rever alguns da minha geração, muitos já grisalhos, uns calvos, outros barrigudos, todos de uma maneira ou outra muito diferentes do que aquilo que já fomos.
O Clube, coitado, também está muito diferente e precisa de ser reanimado, pois já teve melhores dias. Mas pela quantidade de equipas jovens também ontem homenageadas pelos títulos alcançados, penso que está novamente no bom caminho: a massificação e a formação desportiva de jovens em vez da profissionalização de atletas de competição.
Vamos a ver se os actuais dirigentes conseguem resisitir.

UM BOM CONSELHO

17.10.08

POBREZA

Hoje comemora-se o Dia Mundial para a Erradicação da Pobreza.
Cá pelo burgo, alguns vão recolher bens para doar aos mais necessitados. Outros escrevem apelando à solidariedade e mostram a crueza dos números a nível global.
Dos pobres não reza a história, como sói dizer-se. E não é só a falta de dinheiro, bens ou recursos que faz alguém pobre. Quantos e quantos vivem fartos e lautos, contudo são pobres de outras coisas, que não enchem barriga ou se ostentam na sociedade.
Refiro-me à pobreza de valores, mas valores que não são materiais: carácter, espírito, civismo, educação. Há milhares e milhares que vivem nesse estado de pobreza, nalguns casos extrema. Todos conhecemos alguns paupérrimos que connosco convivem diáriamente, mas para esses não há dia mundial nem doadores que lhes valham. Desses não vai falar mesmo a história.
Tenham um bom dia e tentem ser felizes.

15.10.08

COMPORTAMENTOS

Frustrados e descontentes. Foi com estes adjectivos que Carlos Queirós exprimiu na conferência de imprensa, o sentimento que todos tinham no balneário, após o humilhante nulo perante os Albaneses, agravado por termos usufruido de mais de meio-jogo a lutar contra somente 10 adversários.
Dirão uns, condescendendo, que "a bola é redonda" e que "isto é que é a magia do Futebol". Respondem os adeptos com impropérios e acusações.
Vergonhoso, digo eu, quando jogadores profissionais daquele calibre e que recebem quantias astronómicas, falham golos de baliza aberta, comprometendo brilhantes expectativas.
Escandaloso, digo eu, quando quem lidera não consegue ler a situação e dar a volta ao texto para adaptar a equipa à realidade do momento, comprometendo assim os auspícios iniciais.
Mas não é só na Selecção Nacional que, num curto espaço de tempo, se pode passar de bestial a besta.
Também não é só no Futebol que aquilo que era bom e extraordinário se pode transformar, de um dia para o outro, em coisa horrível.
A vida tem destas coisas. Uns podem-lhe chamar ingratidão, outros insensatez e outros demência.
Mas é a realidade pura e dura.