14.7.08

AINDA MEXEM !

Agenda preenchida e inalterável não me permitiu ir ao Passeio Marítimo de Algés ver esses 2 dinossauros do meu tempo do liceu: um com 67 anos e o outro com 62 anos e ambos com mais de 4 décadas de carreira.
Claro que fiquei com pena de não ter podido acompanhar os meus filhotes, que desde muito cedo foram "formatados" a ouvir cá em casa esse tipo de "música antiga", como Bob Dylan, Crosby Still Nash & Young, Janis Joplin, Led Zeppelin, Black Sabath, Deep Purple, Beatles, Cat Stevens, Rolling Stones, Emerson Lake & Palmer, Yes, Eric Clapton, The Who, Melanie, Pink Floyd, Rod Stewart, Genesis e muitos, muitos outros que, décadas passadas e a solo ou em grupo (exceptuando os que já se foram), ainda mexem....e bem.
Até mesmo no leitor de CD ou no MP3, mexem e de que maneira.

13.7.08

OPS !

Amanhã é o 14 de Julho, o dia da França e que comemora a Tomada da Bastilha.
Pois foi muito bem escolhido o dia da pátria da Liberdade, Igualdade e Fraternidade para se proceder ao lançamento da Ops! - Revista de Opinião Socialista, revista bimestral on-line (para já) e que tem como um dos seus responsáveis o meu camarada e amigo Luís Novaes Tito acompanhado no corpo editorial permanente por Manuel Alegre, Nuno David, Sérgio Pessoa, Pedro Tito de Morais e Maria José Gama, tudo gente que não se conforma.
Em cada número (de 2 em 2 meses) a ops! contará com um editor convidado encarregue da construção e da coordenação de um Dossier temático e de outros colaboradores, incluindo independentes. Neste primeiro número o Dossier será sobre o Trabalho e Sindicalismo e inclcui uma entrevista com o líder da CGTP/Intersindical.

Eu, como democrata e socialista, não vou deixar de ler.

12.7.08

OS ABUTRES

Todos temos conhecimento dos cocktails explosivos que abundam em todos os bairros sociais, não só na área metropolitana de Lisboa (Amadora, Loures, Cascais, Oeiras, Seixal, Barreiro, etc...) mas por todo o país. Basta haver 2 comunidades da mesma raça ou etnia para estarem criadas as condições do conflito: quantas vezes já houve rixas entre ciganos? E entre negros? E entre brancos? Basta haver 2 para haver hipótese de conflito.
Agora amplie-se à escala o que são confrontos entre raças ou etnias diferentes, como aconteceu nas 2 últimas noites na Apelação-Loures, onde negros e ciganos desta vez tentaram resolver as questões a tiro, quase em directo nas TVs, com a maior das calmas e descontrações.
E sejamos claros: não há Governo ou Polícia que possa prevenir ou erradicar estes problemas. Eles estão latentes e podem explodir a qualquer momento, mesmo com um sistema policial preventivo eficaz. Até em França isso se verificou.
Todos conseguem entender isto menos o Sr. Paulo Portas que, esquecendo-se que quando foi Governo (e uma sua colega de Partido foi nomeada Governadora Civil de Lisboa, a tal que tinha competência para o cargo porque...o avô era militar) nada fez -ou promoveu que fosse feito- para que anos mais tarde não se viesse a sentir este tipo de problemas étnico-sociais.
Com que propriedade vem criticar o Governo, como se fosse o culpado da situação? Só mostra que para aparecer na televisão, que para fazer o seu show-off mediático, tem que esperar que haja alguma desgraça para poder dizer....que ainda mexe.
Se há um fogo-posto na Baixa...é o António Costa e o PS, que só lá estão há 1 ano, que têm a culpa. Se há tiros entre comunidades num qualquer bairro, a culpa é do Sócrates que devia ter sempre 1 batalhão de polícias em cada bairro a descascar na malta, tipo Zimbawé. Se os prevaricadores não ficam presos, a culpa é dos juízes que não sabem interpretar as leis. Mas se ficam presos, a culpa é do Governo que não cria situações de estabilidade e obriga a enverdar pelo caminho da violência, aumentando a população prisional.

São assim os abutres da política, que pairam por aí e aguardam (e até promovem) a fraqueza de alguém, para se poderem alimentar e viver. Cuidado com eles.

CANAL-DVD

Hoje passa um dos melhores CSI, que não é no formato habitual de episódio mas sim o filme "Sete Palmos de Terra" (Grave Danger) em que o excelente argumento e a brilhante realização nos fazem ficar colados ao ecrã até acabar.
Irresistível, este filme não dá para ficar a meio e ver o resto depois.
Tal como os episódios da série: para ver (e rever) inteirinhos.

11.7.08

ARTESANATO (2)

Para desanuviar, hoje fui a outra Feira de Artesanato, mas a do Estoril, já célebre pela sua qualidade. Lá reencontrei os habitués e o petisco foi uma saladinha de polvo e uma morcela, precedidos de uns excelentes caracóis, com uma fartura para rematar.
Como digestivo, um espectáculo com a Raquel Tavares, essa fadista do bairro de Alfama que agora está na moda e que nos brindou no espaço de uma hora com 3 fados e com algumas canções acompanhadas à guitarra e à viola. Mostrou alma fadista (que a tem mesmo) no Fado Cravo e foi bem no Fado do Ardinita em que se auto-acompanhou à guitarra. No cômputo geral, foi agradável à vista e ao ouvido.

10.7.08

ARTESANATO (1)

Depois de ouvir o resumo do debate do Estado da Nação e constatar como o Zé Sócrates mais uma vez arrumou a oposição, fui até à edição deste ano da Feira Internacional de Artesanato na FIL-Parque das Nações. É já um must a que nunca falto e delicio-me com tudo, desde os petiscos nas tasquinhas (por exemplo, aquelas sandes enormíssimas de presunto e queijo) até ao regatear dos preços com os estrangeiros dos stands. Há cenas em que imagino que estamos mesmo naqueles mercados Marroquinos. Digo imagino porque nunca lá estive.
Ao terminar a noite, "vi ao vivo" o grande Tony Carreira, que estava a dar autógrafos num dos stands de gastronomia regional. Claro que lhe saquei o autógrafo (para oferecer a uma amiga) e um aperto-de-mão. O Carreira (que não é Carreira, tal como o Nuno Gomes também não é Gomes) é uma pessoa que muito admiro pela sua humildade e pela sua postura anti-vedeta. Próprio de quem subiu a vida a pulso...e que passou pelo que passou até chegar onde chegou.
Há gente assim.