Todos temos conhecimento dos cocktails explosivos que abundam em todos os bairros sociais, não só na área metropolitana de Lisboa (Amadora, Loures, Cascais, Oeiras, Seixal, Barreiro, etc...) mas por todo o país. Basta haver 2 comunidades da mesma raça ou etnia para estarem criadas as condições do conflito: quantas vezes já houve rixas entre ciganos? E entre negros? E entre brancos? Basta haver 2 para haver hipótese de conflito.Agora amplie-se à escala o que são confrontos entre raças ou etnias diferentes, como aconteceu nas 2 últimas noites na Apelação-Loures, onde negros e ciganos desta vez tentaram resolver as questões a tiro, quase em directo nas TVs, com a maior das calmas e descontrações. E sejamos claros: não há Governo ou Polícia que possa prevenir ou erradicar estes problemas. Eles estão latentes e podem explodir a qualquer momento, mesmo com um sistema policial preventivo eficaz. Até em França isso se verificou.
Todos conseguem entender isto menos o Sr. Paulo Portas que, esquecendo-se que quando foi Governo (e uma sua colega de Partido foi nomeada Governadora Civil de Lisboa, a tal que tinha competência para o cargo porque...o avô era militar) nada fez -ou promoveu que fosse feito- para que anos mais tarde não se viesse a sentir este tipo de problemas étnico-sociais.
Com que propriedade vem criticar o Governo, como se fosse o culpado da situação? Só mostra que para aparecer na televisão, que para fazer o seu show-off mediático, tem que esperar que haja alguma desgraça para poder dizer....que ainda mexe.
Se há um fogo-posto na Baixa...é o António Costa e o PS, que só lá estão há 1 ano, que têm a culpa. Se há tiros entre comunidades num qualquer bairro, a culpa é do Sócrates que devia ter sempre 1 batalhão de polícias em cada bairro a descascar na malta, tipo Zimbawé. Se os prevaricadores não ficam presos, a culpa é dos juízes que não sabem interpretar as leis. Mas se ficam presos, a culpa é do Governo que não cria situações de estabilidade e obriga a enverdar pelo caminho da violência, aumentando a população prisional.
São assim os abutres da política, que pairam por aí e aguardam (e até promovem) a fraqueza de alguém, para se poderem alimentar e viver. Cuidado com eles.