18.3.08

CONCEITO SUECO

Há alguns anos foram outros suecos, da Norema, que por cá se instalaram e inovaram com o conceito "compre desmontado e entretenha-se em casa".
Para quem tinha falta de paciência para os filhotes ou não estava para aturar os sogros ao fim-de-semana, aquilo foi uma salvação.
Hoje em dia impera a IKEA onde se vê o produto, vai-se ao corredor tal, tira-se, paga-se e leva-se (ou pede-se para levar) e chegados a casa toca a olhar para as instruções e a montar. Tudo feito por nós!
Ainda há-de chegar o dia em que poderemos comprar o carro no IKEA. Em kit.
Então é que seria um fim-de-semana em grande. Alucinante, mesmo.

VAI IMPERAR O BOM SENSO

A Juventude Socialista anunciou hoje propostas de alteração para reduzir ainda mais a carga proibitiva do diploma do PS para regular a utilização de 'piercings', pretendendo que o livre uso destes materiais baixe de 18 para 16 anos. Apresentado sexta-feira passada na Assembleia da República, o PS começou esta segunda-feira a diminuir o alcance do seu projecto de lei em relação às proibições à utilização de 'piercings' e tatuagens.

Em declarações à agência Lusa, o deputado socialista Renato Sampaio, mostrou-se disponível para aceitar que menores de 18 anos sejam autorizados a usar 'piercings' ou tatuagens, desde que as respectivas famílias assumam a responsabilidade em termos de consequências para a saúde.
"O objectivo do nosso projecto não é proibicionista, mas regular uma actividade para salvaguardar a saúde dos seus utilizadores, assim como para prevenir a transmissão de doenças", declarou à agência Lusa aquele deputado socialista.

Da mesma forma, Renato Sampaio, também lider do PS/Porto, adiantou estar aberto para rever a ideia de proibir os cidadãos em geral de aplicarem 'piercings' em zonas do corpo humano como a língua, vasos sanguíneos, junto do pavimento da cavidade oral, na proximidade de nervos e de músculos, e sobre quaisquer tipos de lesão cutânea.
Segundo Renato Sampaio, o PS está disposto a aceitar que, quem desejar ter aplicações de 'piercings' nestas zonas do corpo, seja obrigatoriamente alertado para os riscos dessa prática e, se persistir, assuma depois a responsabilidade por ela.
Para a JS, a apresentação do diploma do PS representa "uma oportunidade para reforçar a qualidade e segurança na prestação de serviços de tatuagem e colocação de piercings".

No entanto, os jovens socialistas dizem agora pretenderem assegurar "que os objectivos de qualidade e segurança prosseguidos pelo diploma não se mostram excessivamente restritivos do acesso às tatuagens e piercings pelos seus potenciais clientes".
Nesse sentido, a JS propõe os 16 anos a idade necessária para se "consentir na realização de tatuagens, maquilhagem permanente ou colocação de piercings".
"A opção em causa é conforme com a maioria das disposições relativas à idade mínima para consentimento em vigor no direito português, com principal destaque para as disposições do Código Penal quanto ao consentimento informado", justifica esta organização de juventude.

A JS avançará ainda com a proposta de dar a "possibilidade de os menores de 16 anos poderem aceder à realização de tatuagens, maquilhagem permanente e à colocação de piercings, desde que obtida a autorização dos pais".
Depois, por a JS "entender que uma proibição total de colocação de piercings em determinadas partes do corpo se pode revelar excessiva para alcançar os efeitos pretendidos pelo diploma, vai propor a eliminação dessa norma proibitiva".
Em alternativa, os jovens socialistas defende a existência de um "especial dever de informação dos responsáveis pela colocação dos piercings, que assegure ao consumidor o conhecimento dos riscos associados à sua opção e que lhe permita escolher livremente pela colocação do adorno, salvaguardando o equilíbrio entre a tutela da segurança e higiene da actividade e a esfera de liberdade individual de cada pessoa".

Despacho da Lusa

KAMA-SUTRA INFORMÁTICO




17.3.08

A CAMPANHA DO "JORNAL DO BELMIRO"

Noutra frente, também as invocadas malfeitorias antidemocráticas do Governo encontraram terreno para várias outras indignações. De repente, diversos jornais e jornalistas deixaram de lado o trabalho de analisar a razão ou a falta dela de professores e ministra da Educação, para passarem a achar suficiente a acusação dos professores de que estão a atentar contra a sua "dignidade". O jornal 'Público', desesperadamente em busca de uma caução de esquerda (perdida quando o seu director, entre outras coisas, se lembrou de ver na invasão do Iraque uma espécie de 25 de Abril no Médio Oriente), passou a semana que antecedeu a manifestação dos professores a fazer a promoção dela. Quando a Fenprof anunciou de véspera 70.000 manifestantes, o 'Público' confirmou: iam ser 70.000; quando a Fenprof, no dia após, corrigiu para 100.000, o 'Público' adoptou logo os 100.000 como número oficial e definitivo. E quando alguns polícias e GNR foram a quatro das 1200 escolas do país perguntar quantos manifestantes viriam a Lisboa, o 'Público' tratou imediatamente de fazer manchete com a acusação da Fenprof de que se tratava de uma manobra intimidatória, seguramente planeada ao mais alto nível: nem por um momento se ponderou a possibilidade de ser verdadeira, e mais razoável, a explicação dos polícias envolvidos de que tinham apenas querido planear e facilitar o trânsito para e em Lisboa.

Miguel Sousa Tavares, in Expresso

DO MEU TEMPO DO LICEU

Esta foi das primeiras músicas "tocadas em colectivo" cá em casa, já lá vão uns bons anitos. Quando o Hugo e o Pedro descobriram, nos seus tenros "teens", que aquele êxito dos Gun's'Roses tinha um primeiro rosto, a partir daí foi um desbravar pelas emoções, letras e músicas, que só o Senhor Robert Zimmerman sabia imprimir no que compunha. Até mesmo nas mãos do Eric, este clássico fica "p'rá história".

Ainda hoje, quando nos apetece, desatamos a bater à porta.