9.1.08

FATAL

A morte é a curva da estrada,
Morrer é só não ser visto.
Se escuto, eu te oiço a passada
existir como eu existo.
A terra é feita de céu.
A mentira não tem ninho.
Nunca ninguém se perdeu.
Tudo é verdade e caminho.
Fernando Pessoa, Cancioneiro

AH, POIS É !

8.1.08

RECANDIDATURA

Mantendo o lema vitorioso das campanhas anteriores "Por um Partido de Militantes", Miguel Coelho já enviou a carta a anunciar que é novamente candidato a Presidente da Concelhia de Lisboa e a convidar para um jantar a realizar no Mercado da Ribeira no próximo dia 17.
Como é óbvio, conta novamente com o meu apoio. Desta vez também darei o meu modesto contributo aqui.

CRITÉRIOS

No entanto, meu caro, sobre Carrilho e sobre as imagens de família, dir-lhe-ei que as capacidades e a cultura de Carrilho são muito superiores àquilo que foi vendido. Manuel Maria cometeu o pecado da vaidade o que o pôs a jeito para depois ser assassinado, incluindo com câmaras quase ocultas, conforme se lembrará. Se ele tivesse posto no seu site uma fotografia com a cabeça encostada à de Bárbara e com o Diniz deitado no colo imagino o que se não teria dito.
Como o meu caro Luís Filipe diz, não há nada de censurável no site de Obama, assim como também nada vi de censurável no filme de apresentação da candidatura de Carrilho e no entanto o que se sucedeu ao filme foi o espectáculo de crítica lamentável de que todos se lembram.
Enfim, o habitual dois-pesos-e-duas-medidas da argumentação portuguesa.


Subscrevo esta brilhante análise do Luis Novaes Tito.

7.1.08

NANOBÍBLIA

Foi divulgado no passado dia 4 que cientistas do Instituto Technion, em Israel, acabam de bater o recorde do menor Velho Testamento do mundo ao conseguirem imprimir as 308.428 palavras da primeira parte da Bíblia sobre uma superfície de 0.5mm² de silício, coberta por uma camada de ouro de 20 nanometros.
O objetivo, agora, é tentar ampliar a fotografia 10 mil vezes e exibi-la numa parede na Faculdade de Física daquele Instituto. Com isso, o texto ficará visível, a olho nu, num painel de sete metros por sete metros.

RECLAMAÇÕES

Desde sempre que o comum dos mortais teve o direito de reclamar, oralmente, em qualquer lugar e altura, regra geral sem quaisquer efeitos práticos. A situação foi evoluíndo ao longo dos anos até se chegar ao famoso e bem conhecido livro. Cada vez mais é dado ao Consumidor o direito a reclamar, mesmo que seja "por qualquer coisinha" e, a partir de agora, fica mais vasto o leque das hipóteses de se poder fazê-lo por escrito. Use-se então o direito que a Lei nos faculta.