27.5.07

A DERROTA

Estava escrito, tínhamos que perder a final.
Não foi um bom jogo, mas foi um óptimo dia de festa, em que me vi cercado de lagartos por todos os lados, apesar de estar na bancada azul.
Só num jogo entre clubes e adeptos civilizados é que esta cohabitação seria possível. A bem da verdade, só à minha conta levei 4, nos 6 bilhetes a que tivemos direito cá em casa.
Mas ainda bem que eles ganharam, pois com estas alterações todas que o Correia de Campos andou a fazer, tenho sérias dúvidas se os serviços de urgência de S. José e de Sª Maria estariam aptos a responder a tão grande afluência se o resultado tivesse sido outro.
Assim foi melhor, pois o merchandising continuou a vender-se noite dentro, bem como as bejecas e as sandochas. O que o povo quer é festa. E aqueles já não a tinham há muito tempo.
Para a posteridade ficam algumas tele-fotos das coreografias no estádio e a alegria de ver a Inês e os meus amigos (que ainda são alguns) a saltarem de contentamento. Antes isso que um ataque de nervos.
Até para o ano que vem, no sítio e hora do costume. Seja com quem for.


26.5.07

A DESISTÊNCIA

Abandonei este clube após 3 décadas de militância activa.
Foi a pedido da Inês e acho que não me vou arrepender. É o que dizem cá em casa (fica-te bem, pareces outro). No entanto, a readmissão está sempre garantida. Agora só tenho que me adaptar (eu e os outros) ao new look.
E fi-lo na véspera da Final da Taça e não depois, não fossem as más línguas insinuar que o tinha feito porque o Belém ganhou, tipo cumprir promessa. Ou então pela razão contrária.

Para matar saudades, de vez em quando irei ver este vídeo.

A FESTA


25.5.07

A EMOÇÃO

Fui rebuscar no baú e encontrei. Faz agora 18 anos que vibrei no Jamor, na última fila da central, com a cabeça bem junto aos sapatos do então Presidente Mário Soares. Foi a minha primeira emoção como Pastel. Seguir-se-iam outras, mas não tão saborosas como aquela. E no baú lá encontrei o bilhete do jogo, uma central que custou a módica quantia de 1.800$00 (actuais €9,00). Mais a revista de A Bola e o jornal do Clube, bem como a cassete de vídeo com o resumo do Domingo Desportivo. Memórias de um passado não muito distante e que espero vir a poder repetir este ano. Com um pouco de sorte e de mestria, no Domingo somos capazes de o conseguir, apesar de termos levado 4 secos no jogo-treino. Todos conhecem a técnica do cigano no jogo da vermelhinha: à primeira, o cliente descobre fácilmente em qual dos 3 copos é que está a bolinha. Na segunda vez, quando o cliente aposta forte, pensando que aquilo é fácil...
Para compensar as 4 horas na fila dos bilhetes, acho que o meu Belém me vai fazer emocionar outra vez. O champagne, genuíno francês que veio na bagagem das vacances, já está na geleira.
Allez, allez, estamos no Jamor, estamos no Jamor.

24.5.07

OS AMIGOS

Com amigos destes, mais vale ter inimigos.
Vem isto a propósito dos independentes do Governo que, só nesta semana, pregaram dois murros no estômago de José Sócrates e mancharam a imagem do Governo. O António Costa até parece que adivinhou que a festa ia começar.
Primeiro, o Pinho disse que os desempregados daqui seriam empregados ali e vai-se a ver não há empregos para ninguém.
Depois, o Lino disse, após um farto almoço com companheiros de profissão, que além Tejo é um deserto de tudo e mais alguma coisa. Para ajudar ainda houve quem falasse em pontes e em terrorismo.
Todos percebemos muito bem o contexto em que, em ambos os casos, essas "bojardas" foram atiradas e da bondade que a elas estava associada. No entanto, temos que ter presente que há sempre especialistas em criar factos políticos. E, claro, que os media e a oposição não deixam passar nada. Isto vem nos books, é o abc da política.
Bem podem os ministros "que não têm o cartão" formar o PIFAS - Partido dos Independentes para Fodxx o Amigo Sócrates.
Assim, a partir desse momento, já o Primeiro fica a saber com o que conta. Se é que já não sabe.

23.5.07

A ETIQUETA

Quando for sair com os amigos, não esquecer de levar esta etiqueta, provida de um cordel na extremidade para atar ao pulso, tipo mala de viagem.
Pode dar muito jeito. Nunca se sabe.