11.5.07

O CALOR

Vem aí Verão quente e perigoso.
Principalmente em Lisboa, a situação vai ser escaldante, tórrida mesmo.
Prevê-se que a capital atinja um tal grau de aquecimento que é capaz de ficar mesmo a arder.
Aguarda-se que o Ministro da Administração Interna, sempre pronto para prevenir os fogos, se preocupe com Lisboa.
Estamos todos à espera disso. Todos não, quase todos.

9.5.07

O CONTENTAMENTO

Hoje fiquei muito contente com a atitude do PS/Lisboa, que tomou a iniciativa de provocar a queda da Vereação, originando as inevitáveis e muito aguardadas eleições intercalares para a Câmara Municipal de Lisboa.
E fiquei contente por 2 motivos: o primeiro, porque aquela gestão bicéfala Carmona-M.Mendes tinha que ter um fim, provocado e rápido, pois estava a ser um descalabro dia após dia e que, pelo andar da carruagem, continuaria assim até 2009. Não se vislumbrava, nem pelo lado do PSD nem pelo lado dos Independentes, qualquer vontade em resolver a situação; o segundo, porque o PS/Lisboa liderou o processo e levou a reboque a restante oposição. Para quem dizia que o PS não tomava atitudes consequentes e que estava conivente com o poder instalado, isto foi uma grande bofetada.
Mas a partir de agora é que vai ser o bom e o bonito: comissão de gestão de 5 elementos limitadíssimos nos seus poderes durante 60 dias, que é o prazo para se efectuarem as eleições intercalares.
Eleições que serão disputadíssimas e para as quais se perfilam já no horizonte 6 candidatos: 3 incógnitos pelos Partidos, o independente Sá Fernandes pelo BE e outros 2 independentes que se mostram disponíveis para avançar com eventuais candidaturas cívicas.
Vamos ver no que isto vai dar. Infelizmente para Lisboa e para os lisboetas, coisa boa não deve ser. Mas sempre será melhor do que aquilo que se tinha até hoje.

8.5.07

O ESPANTO

Causou-me uma certa impressão as declarações da imprensa britânica criticando as parcas notícias fornecidas diáriamente pela Polícia Judiciária sobre o andamento das investigações ao rapto da little Madeleine, para não comprometer as investigações.
É certo que no Reino Unido há uma polícia especializadissíma em raptos de crianças, pois todos os anos são registados milhares e milhares de casos. Talvez por isso, e só por isso, se possa perceber o espanto dos súbditos de sua majestade e dos seus media sobre a atitude da PJ portuguesa. Estamos pouco habituados a estes casos.
Mas o que causa mais impressão e espanto, a mim e a muitos Portugueses, é o facto de 1 casal inglês deixar 3 criancinhas sózinhas num apartamento, para poderem ir jantar descansados a um restaurante.
My dear friends: enquanto a Madeleine não é localizada, que tal meditarem sobre isso?

7.5.07

O INCONSEQUENTE

Quando AJJ se demitiu para provocar eleições antecipadas, fê-lo argumentando que, com a aprovação da nova Lei das Finanças Regionais, não tinha condições para executar o programa do Governo regional nem para cumprir as promessas eleitorais que tinha feito.
E agora, que ganhou novamente esmagando a concorrência, como vai cumprir o seu novo programa e as suas novas promessas, que são as mesmas de sempre?
É que, com Sócrates, a palavra (neste caso a lei) não volta atrás.
E nem os apelos do Presidente da República (o tal Sr. Silva) para se passar uma esponja pelo passado, irão demover o Governo da República. Ficou assim demonstrado que era oco e inconsequente o motivo da demissão de AJJ.
E visto os pressupostos se irem manter, só lhe restará um caminho: demitir-se outra vez!
Sempre mostrava que era coerente.

6.5.07

A IMPARCIALIDADE

Do PuxaPalavra transcrevo com a devida vénia o post A "imparcialidade" dos nossos tribunais :

O tribunal europeu dos direitos do homem condenou o Estado Português a pagar 2.104,72€ ao jornalista José Manuel Mestre (JMM) e 687,37€ à SIC, num processo em que este mesmo jornalista tinha sido condenado pelos tribunais portugueses.


Vejamos resumidamente a situação. Em 1996, JMM numa entrevista ao então secretário geral da UEFA, Gerhard Aigner, pergunta-lhe se era admissível que o então presidente da Liga de Clubes também presidente do Futebol clube do Porto, Pinto da Costa, por conseguinte "patrão dos arbitros", pudesse nos jogos estar sentado no banco de suplentes, à frente do árbitro, de quem era patrão "por inerência".
Pinto da Costa ofende-se com a pergunta. Processa JMM e os tribunais portugueses condenam JMM. Este não se encolhe, porque acha e bem que esta condenação era atentatória da liberdade de expressão. E agora vê assim o tribunal europeu dos direitos do homem dar-lhe razão.
Deixo aqui a seguinte questão: porque razão tem de ser o Estado Português a pagar e não os autores materiais da decisão? Os juizes. Eles são pagos para julgar segundo as leis. JMM não tinha ofendido o senhor Pinto da Costa. Tinha usada a sua função de jornalista para interrogar alguém, conhecedor, sobre um caso que podia influenciar a verdade do jogo. Os juizes portugueses, que actuaram neste processo, fizeram má justiça. Os cidadãos portugueses não têm de pagar as asneiras de quem é pago para não asneirar e asneirou.